Citação da ACIJA no Globo Barra de 13/04/2017.

Públicado em: 13 de Abril de 2017 / Quinta-Feira. Nº de Visualizações: 376

Matéria citando a ACIJA no Globo Barra hoje 13/04/2017, falando sobre o crescimento evoluído da comunidade na Avenida Comandante Guaranys.


Na sexta-feira passada, quem passava pela Linha Amarela, no fim do dia, ficou acuado. Um protesto de moradores da Cidade de Deus, iniciado por volta das 18h30m, deixou motoristas e policiais entrincheirados e provocou o fechamento da via expressa por quase duas horas. A manifestação foi motivada por uma operação da Coordenadoria de Operações Especiais (Core) na comunidade, pela manhã. À tarde, o corpo de um homem foi encontrado, e a confusão começou. Segundo o diretor da Core, Rodrigo Oliveira, não houve troca de tiros durante a ação na CDD. Já a PM informou que o morto, identificado apenas como Jacaré, era ligado ao tráfico de drogas.

O protesto, não cessou os tiroteios, prova que o problema da violência na Cidade de Deus não é exclusivo dos moradores. Os confrontos, não raro, assustam quem passa de carro ou ônibus pela comunidade. O comércio de Jacarepaguá também é prejudicado. Presidente da Associção Comercial e Industrial de Jacarepaguá (Acija), Edison Parente destaca o prejuízo causado pelo recrudescimento da violência:

A Cidade de Deus deixou de ser uma comunidade relativamente pacífica para ser um palco de confrontos. Recentemente, os comandantes da UPP e do 18º BPM (Jacarepaguá) me disseram que há pouco mais de um ano não havia fuzil lá, mas que hoje existem mais de 200. Isso é muito prejudicial para o bairro e para as indústrias. Há funcionários sendo assaltados na porta das empresas. Algumas pensam em transferir suas sedes.

Parente cita outro ponto no qual é grande a insegurança: a Avenida Comandante Guaranys, onde uma invasão recente, que seria expansão da própria Cidade de Deus, atormentou moradores dos arredores e trabalhadores.

 Aquela área ficou muito violenta; tem tiroteio todo dia, e sempre dá para ver pessoas fortemente armadas — diz.

A Acija tem um grupo específico para tratar do tema, que se reúne mensalmente com representantes da prefeitura e da área de segurança, além de manter contato diário com policiais. Um dos integrantes é Marcos João Ribeiro, funcionário da Farmanguinhos, que fica na Comandante Guaranys.

 Houve caso de funcionários precisarem se deitar no chão do auditório por causa dos tiros. Já aconteceu também de bandidos passarem pelo nosso terreno para fugir ou se esconder, e aí não há muito o que possamos fazer. Por causa da insegurança, a empresa Agreco deixou o espaço que ocupava na Comandante Guaranys, e a Eletromar deve sair também — conta ele, dizendo que a Farmanguinhos procura manter uma política de boa vizinhança com a comunidade, realizando ações sociais.

O Fluminense também já foi vítima da violência. No ano passado, o clube inaugurou seu Centro de Treinamento, em um terreno vizinho à Cidade de Deus. Em dezembro, bandidos invadiram o local em uma tentativa de roubo, o que motivou os dirigentes a buscarem soluções. Uma ideia é a construção de uma rua que serviria como um novo acesso para jogadores e funcionários.

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