| Pedro Paulo Carvalho Teixeira |
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![]() Secretário Chefe da Casa Civil Prefeitura do Rio de Janeiro
REVISTA ACIJA:  Fale um pouco do seu histórico na vida pública?  Pedro Paulo: Sou formado em economia, pós-graduado em Análise da Conjuntura Econômica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em PolÃtica Aplicada pela Fundación Iberoamericana de PolÃticas Públicas Gobierno (FIIAP - Ministério das Relações Exteriores da Espanha, Madrid), em 2006. Também fiz mestrado em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com ênfase em Economia Regional e Economia Fluminense. Iniciei a vida pública como chefe de gabinete de Eduardo Paes na Câmara de Vereadores, na legislatura 1997-98, quando criei e coordenei um dos mais importantes instrumentos de participação popular nas decisões polÃticas: o orçamento cidadão. Em 2001, assumi a subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá e, pouco tempo depois, me tornei subsecretário Municipal de Meio Ambiente - passando a secretário em seguida. Eleito deputado estadual com 31.355 votos pela legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), fui segundo vice-lÃder do partido, presidente da Comissão de Saneamento Ambiental, e membro das Comissões de Esporte e Lazer; Economia, Indústria e Comércio; e de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle. Atualmente, estou a frente da Secretaria da Casa Civil da Prefeitura, co-responsável pelos principais projetos estratégicos do municÃpio.   RA: Quais foram os maiores desafios encontrados neste inÃcio de gestão?  PP: Assim que assumimos a Prefeitura do Rio, tivemos que correr para fazer a revisão do orçamento, já que recebemos o governo municipal com as contas totalmente desequilibradas. Demos inÃcio ao maior ajuste fiscal da federação e, dentre as ações de sucesso implementadas, houve o contingenciamento de 1,3 bilhão de reais (quase 10% do orçamento); o plano de corte de 30% dos gastos com cargos em comissão e funções gratificadas e a redução das despesas de custeio e revisão de contratos em busca de melhores condições de negociação com fornecedores. O resultado deste choque de gestão e esforço fiscal foi um superávit no primeiro quadrimestre de R$ 1,62 bilhão, equivalente a 40,7% das receitas do municÃpio (que somaram 3,98 bilhões). Foi o melhor desempenho relativo, comparando-se aos demais entes da federação (União, estados e capitais).  RA: Qual é o projeto prioritário da prefeitura neste mandato?  PP: Na verdade temos um leque de projetos prioritários, que vão mudar a cara da cidade. Um deles é o Porto Maravilha, que vai revitalizar a área portuária do Rio, somando investimentos de R$ 359 milhões. A primeira etapa do projeto prevê dois anos de obras de infraestrutura, habitação e cultura. O PÃer da Praça Mauá será transformado em um parque, com anfiteatro, chafarizes, restaurantes, quiosques e estacionamento. Serão recuperadas e urbanizadas as principais vias da região, entre elas a Avenida Rodrigues Alves, onde a alça de acesso ao elevado da Perimetral será demolida. Outras ações nas áreas de transporte, como os BRT´s - corredores de ônibus expressos que vão ligar a Zona Oeste ao centro e à Zona Sul, com uma redução de até 50% no tempo das viagens.  RA: Jacarepaguá foi o berço polÃtico do atual prefeito e do sr também. Fale um pouco desta relação com o nosso bairro. Quais iniciativas a prefeitura está tomando para melhorar a qualidade de vida em nossa região?  PP: A Prefeitura do Rio está com um investimento de R$ 340 milhões nas obras do Lote 1 do Programa de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá, beneficiando cerca de 350 mil pessoas. Com verba do Governo Federal e do municÃpio, a intervenção tem como objetivos o controle de enchentes urbanas e a melhoria das condições ambientais da região. Estão sendo realizadas ações de macrodrenagem, como dragagem, desassoreamento, limpeza e canalização de rios, implantação de avenidas canais e recomposição de leitos de rio. Em setembro do ano passado também demos inÃcio à Prefeitura Itinerante na região de Jacarepaguá. Na ocasião, eu e o prefeito percorremos, por quatro dias consecutivos, Anil, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Pechincha, Praça Seca, Tanque, Taquara e Vila Valqueire – anunciando melhorias como a transformação da sede da Colônia Juliano Moreira em um bairro, preservando sua área verde e a qualidade ambiental; o inÃcio do Programa de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá, com o objetivo de acabar com as enchentes provocadas pelo rios da região, além da melhoria das condições ambientais. Importante para qualidade de vida da população, o projeto também é fundamental para a candidatura do Rio aos Jogos OlÃmpicos de 2016,  já que mais de metade das competições está prevista para acontecer na região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. RA: Em sua opinião, qual o maior problema da nossa região atualmente?  PP: A região da Barra e Jacarepaguá sofre com a questão do transporte público, que não acompanhou o crescimento imobiliário que vem ocorrendo nos últimos anos. Para acabar com esse problema, a Prefeitura está coordenando vários projetos que prometem melhorar, e muito, a vida dos moradores dessas áreas, facilitando o acesso a um transporte mais rápido e eficiente, além de melhorar a questão dos congestionamentos. Já está em andamento o processo de regulamentação do transporte complementar, para reorganizar as linhas de vans que circulam pela cidade; uma parceria entre Prefeitura e Governo do Estado permitiu o inÃcio do processo para que a tão sonhada Linha 4 do Metrô, ligando a Zona Sul à Barra da Tijuca, finalmente saÃsse do papel, além do Corredor expresso viário exclusivo para ônibus articulados que ligará a Barra da Tijuca à Penha e será implantado ao longo de vias com elevado volume de viagens por ônibus, como as avenidas Ayrton Senna, Embaixador Abelardo Bueno, Ministro Edgard Romero, Vicente de Carvalho e Brás de Pina. O sistema terá linhas expressas e paradoras, num total 49 linhas, reduzindo em até 51% o tempo de viagem. RA: Em relação ao futuro, como a prefeitura projeta e idealiza Jacarepaguá?  PP: Que seja um bairro com total estrutura para que o morador possa trabalhar, viver e se divertir. |


















