| Luiz Antonio Guaraná |
|
|
|
![]() Entrevista com Secretário Municipal de Obras
O secretário municipal de Obras Luiz Antônio Guaraná começou a carreira política com o prefeito Eduardo Paes, na subprefeitura da Barra e de Jacarepaguá. Nos oito anos de atuação parlamentar na Câmara de Vereadores, Guaraná se destacou como líder na presidência da Comissão de Assuntos Urbanos, e dos 200 projetos de lei apresentados, conseguiu aprovação para 59, sempre priorizando a modernização da legislação urbanística. À frente da SMO desde o início da administração de Eduardo Paes, o secretário sabe que tem um desafio: recuperar a imagem de cartão postal da Cidade Maravilhosa. Na entrevista à Revsita Acija, Luiz Antônio Guaraná fala dos projetos para a região de Jacarepaguá e da marca que pretende deixar de sua passagem pela SMO. Revista Acija - A Secretaria de Obras é uma das mais importantes da Prefeitura. Quais as maiores dificuldades encontradas neste início de gestão? Luiz Antônio Guaraná – Quando assumimos, encontramos uma dificuldade muito grande: os oito anos anteriores (do governo César Maia) sem investimentos em conservação. Deparamos-nos com contratos antigos e muitos em fase de vencimento. Sabemos que existe um trâmite pelo qual precisamos passar para aplicar recursos, e isso demanda tempo. Encontramos a RIOLUZ, órgão que cuida da iluminação pública da cidade, totalmente sucateada e apenas com lâmpadas de baixa qualidade no estoque. Mas, felizmente, já conseguimos retomar a maioria dos contratos e algumas obras que foram paralisadas pela gestão anterior, e que causavam um desgaste muito grande à população. A Secretaria de Obras tem uma relevância muito grande porque cuida da conservação da cidade. Uma cidade conservada é uma cidade mais segura, mais limpa, mais organizada e o cidadão fica com a certeza de que o seu dinheiro está sendo investido de maneira responsável pela Prefeitura. Na estrutura da SMO estão importantes órgãos, como as Coordenadorias de Conservação, Projetos e Obras; a Geo-Rio, que é uma referência em assuntos geotécnicos em todo país; a RioUrbe, que projeta e constrói grandes obras, como escolas e hospitais; a Rio-Águas, responsável pela manutenção dos recursos hídricos da cidade; e RIOLUZ, que realiza a manutenção da iluminação. Revista Acija - Corredor T5, metrô... É extenso o leque de projetos para obras de grande porte. Quais serão priorizadas? Luiz Antônio Guaraná - São projetos que estão muito bem encaminhados e que necessitam de recursos federais. Estamos trabalhando em parceria com o Governo Federal e o Estadual. Esse alinhamento é muito importante, já que o bom trânsito favorece o andamento dos projetos. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes têm muito interesse em investir na nossa cidade. Todos esses projetos são importantes e estão sendo priorizados. O Corredor T5 é um sistema tronco-alimentado, com 28 km de via que ligará o bairro da Penha à Barra da Tijuca. As viagens entre esse itinerário poderão ser feitas pela metade do tempo. Além do corredor T5 e do metrô (a ser executado em âmbito estadual), projetos que vão facilitar o planejamento viário da cidade, podemos citar também a revitalização da área do Porto, que vai atrair um aporte muito grande de investimentos para aquela região há anos esquecida. A intervenção é uma realidade, já que a construção da alça rodoviária (que vai ligar a Avenida Brasil à área portuária) se iniciou no dia do anúncio das obras e está sendo realizada pela SMO. Como grande investimento, não posso deixar de citar a que eu considero a maior vitória do governo até agora: a macrodrenagem da Bacia de Jacarepaguá, que vai aplicar R$ 340 milhões na recuperação dos rios da região. Revista Acija - Que medidas estão sendo tomadas para resolver os problemas da conservação da cidade? Luiz Antônio Guaraná - A primeira medida foi o aumento do investimento. O prefeito Eduardo Paes já autorizou, só para conservação, o montante de R$85 milhões – valor muito superior ao que foi aplicado nas nossas ruas nos últimos anos. Aliás, não me lembro, desde que comecei na vida pública, de um início de governo com tanto investimento em conservação. Desde janeiro, já tapamos mais de 135 mil buracos no Rio. O índice de pontos de luz com problemas, em sete meses, já foi reduzido pela metade – dos 412 mil pontos da cidade, 82,4 mil apresentavam problemas e hoje 41,2 mil já foram consertados. Estamos trabalhando muito para devolver ao carioca a Cidade Maravilhosa. Revista Acija - Existe previsão para a retomada das obras da Cidade da Música? Luiz Antônio Guaraná - Sim. A retomada das obras será ainda no segundo semestre. A auditoria determinada pelo prefeito termina no final desse mês e vai nos dar a dimensão exata de quanto resta para a conclusão – tanto de valores quanto de prazo –, para que a retomada seja um ato responsável com o dinheiro do cidadão. Estamos trabalhando com transparência e com todo cuidado necessário para que os materiais que já foram entregues na gestão anterior fiquem armazenados da maneira correta. E vamos concluir as obras. Revista Acija - Caso o Rio seja escolhido como cidade sede das Olimpíadas de 2016, quais obras de infraestrutura serão realizadas? De onde virão os recursos? Luiz Antônio Guaraná - Não há obra específica para as Olimpíadas, e sim obras que serão feitas para melhorar a cidade e que servirão para a Rio 2016 e para a Copa de 2014. Vamos melhorar a balneabilidade da Lagoa de Jacarepaguá – o que permitirá a prática de esportes náuticos no local. Além disso, está previsto o alargamento de algumas vias. No Maracanã, uma possível obra, ainda em estudo, é a urbanização do entorno do estádio, ligando até o São Januário, em São Cristóvão. Outras obras, que deverão ser feitas pelo Comitê Organizador das Olimpíadas, como o Centro Olímpico de Treinamento para Esportes Radicais, também devem sair do papel. Os recursos virão das três esferas: federal, estadual e municipal. O Rio como sede desses jogos é uma vitrine do país para todo o mundo, atraindo turismo e investimentos mesmo após o término (da competição). Revista Acija - As obras de macrodrenagem da Bacia de Jacarepaguá têm previsão para começarem? Luiz Antônio Guaraná - A macrodrenagem de Jacarepaguá é uma grande vitória. Serão R$ 340 milhões, valor que nunca foi investido na região. Para se ter uma idéia, desde 1996, só foram gastos R$ 80 milhões, com soluções que não garantiam a tranquilidade da população. A Prefeitura vai investir um volume de recursos quatro vezes maior do que foi aplicado nos últimos trezes anos na Baixada de Jacarepaguá e garantir uma solução definitiva para o problema frequente de inundações naquela área. O programa consiste em ações estruturais, que visam o controle de enchentes urbanas e a melhoria das condições ambientais da região. O projeto começou a ser desenvolvido por mim, quando ainda era subprefeito da região, logo após a grande enchente em fevereiro daquele ano, que causou mais de 40 mortes. Eu e o prefeito Eduardo Paes acompanhamos de perto o drama daquelas famílias. Estamos na fase de apresentação de documentos junto à Caixa Econômica Federal. Os recursos já estão liberados, mas é preciso passar por todo o processo licitatório. Após essa etapa, é necessária aprovação do Tesouro Nacional e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Assim que esse processo for concluído, podemos dar início à licitação para escolher a empresa que vai executar (o projeto). A obra tem previsão de término de 18 meses, a partir do seu início. Revista Acija - O senhor e o prefeito Eduardo Paes tiveram sua carreira política iniciada em Jacarepaguá e conhecem bem as questões inerentes ao crescimento desenfreado na região. Quais obras estão previstas para acontecer no bairro? Luiz Antônio Guaraná - A macrodrenagem de Jacarepaguá já é uma grande obra na região, recuperando toda aquela bacia e ajudando a ordenar (o crescimento). Mas, também, estamos com ações concentradas na Cidade de Deus; vamos dar mais dignidade para as pessoas que vivem lá. Vai ser um investimento grande em conservação de vias e recuperação da iluminação. Esse projeto já está sendo preparado e, em breve, vamos começar a executar. Eu e o prefeito fomos subprefeitos na região e sempre acompanhamos de perto todas as necessidades da área. Começamos há 16 anos, oferecendo suporte para regiões que até então eram esquecidas desse ordenamento, como o Anil. Em quatro anos, vamos fazer muito mais e, é claro, que essa área da cidade merece atenção especial. Revista Acija - Como gostaria de ser lembrado após sua gestão na SMO? Qual marca deseja imprimir? Luiz Antônio Guaraná - Gostaria de ser lembrado como o secretário de Obras que pensou como um cidadão. Um secretário que deixou como legado uma cidade conservada, organizada, um verdadeiro cartão-postal para o mundo. Quero poder olhar para Jacarepaguá e ver que as enchentes não são mais uma realidade. Ver o Porto Maravilha como um grande captador e gerador de investimentos e saber que eu ajudei a construir tudo isso, que eu fiz parte desse projeto. Essa é a minha grande contribuição para a minha cidade e é com esse objetivo que eu dedico a minha vida ao trabalho no setor público. |


















