| O Siri da Freguesia |
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O sonho de um novo pólo gastronômico em Jacarepaguá
A história da fundação da Rede Siri é controversa. Alguns dizem que foi há 70 anos, outros contam que foi há mais tempo. Mas, o certo é que a existência do Siri já dura sete décadas, como explica Caio Rodolfo da Silva. O empresário responsável pela filial de Jacarepaguá diz que o importante, hoje, é destacar quem deu uma nova identidade para a marca: o Sr. José Antunes. Caio qualifica José Antunes como um visionário, desses que apostam no que enxerga à frente. “Ele teve a idéia de se estabelecer aqui em Jacarepaguá, pois, acreditou e apostou muito nesse bairro, que é auto-sustentável”, diz. “Já ultrapassamos (a filial de) Nova Iguaçu e representamos a terceira casa na rede. Em pouco tempo, isso representa um bom resultado para nossa empresa”, analisa. O primeiro Siri nasceu no bairro de Vila Isabel e, até hoje, a rede de restaurantes já se expandiu para a Ilha do Governador, a Barra da Tijuca, além da loja instalada no Shopping Nova América, na região de Del Castilho. O Siri está também nos municípios de Nova Iguaçu e em Niterói, onde está o mais novo estabelecimento da empresa. E ainda, o Siri da Freguesia, em Jacarepaguá, que acaba de completar três anos, comemorados em 21 de junho. Caio Rodolfo conta que o perfil do restaurante era voltado para um público mais informal. O cardápio era constituído, basicamente, por petiscos e refeições ligeiras. Porém, de uns anos para cá, se modificou, incorporando ao menu pratos mais elaborados, passando a servir refeições para almoço e jantar. O Siri de Jacarepaguá nasceu quando o grupo planejou uma expansão para a rede e se interessou pelo público selecionado da região, que poderia representar um bom investimento para a empresa e a marca Siri. A escolha do Moutela para a instalação da casa deveu-se à área já ser considerada um point da região, que, então, concentrava outros estabelecimentos do segmento gastronômico. Caio gosta de enfatizar que o diferencial da marca Siri está em priorizar o cliente e o bem estar dele. “O que é possível melhorarmos em termos de acomodação, conforto e atendimento para a clientela, nós fazemos”, afirma. “O retorno do público, que é muito satisfatório, direciona o nosso trabalho”, diz ele sobre o gerenciamento da casa. O Siri da Freguesia conta com 36 a 40 profissionais, selecionadas dentro da própria empresa. Caio explica que todos os funcionários passam por treinamento sempre que irão integrar um novo projeto da rede, além de um processo de adaptação às novas funções. Ele acrescenta que, geralmente, os novos funcionários são indicados por outros que já trabalham na casa, e que é comum na rede empregarem pessoas dos próprios ciclos de familiares e amigos de seus colaboradores. “Nossa relação com nossos empregados é muito boa e quem trabalha na rede acaba sempre querendo trazer alguém de sua família ou amizade para a empresa. E nós temos esse interesse também, conscientizando para que vistam a nossa camisa e atendam melhor”, afirma. Ele diz ainda: “Como empresa, precisamos enfatizar esse conceito. Nossa empresa gira em torno de uma família, embora algumas pessoas não façam parte da família. Aos 23 anos, Caio Rodolfo da Silva demonstra tranqüilidade e segurança de sua escolha profissional. Apesar de formado em Educação Física pela Unigranrio – uma opção pelo prazer na prática esportiva – ele trabalha no restaurante há cinco anos. Diz que foi “fisgado” pelo Siri aos poucos, e adquirindo experiência no ramo. Uma parte dessa conquista, ele credita ao pai e ao tio, que fazem parte da rede e o ajudaram. O balanço que faz de sua atuação é positivo pela boa troca de comunicação com os clientes; e que muitos deles estreitam a relação, que passa a ser de amizade. “Esse contato é importante, por meio dele sabemos o que está faltando ou o que pode ser mudado. Um exemplo: “nosso restaurante era fechado e por uma sugestão abrimos duas janelas para agradar aos claustrofóbicos”, revela satisfeito. Seu principal foco, no momento, é transformar a região do Moutela em um pólo gastronômico. O empresário conta que foi procurado pelo dono de outro restaurante, embora já tivessem esse pensamento. O contato com Aluizio Cunha da Acija, foi o empurrão para começar a procurar por parceiros da região – Bartekim, Tio Frank, Espaço Carioca e outros restaurantes recém chegados. “À medida em que nos tornarmos um pólo gastronômico em Jacarepaguá vamos ganhar muito mais força, seja na nossa localização, nos informativos no trânsito, em benefícios como a urbanização. Isso vai ser positivo para os restaurantes da região e tenho certeza de que quanto mais restaurantes aderirem, melhor será, pois aqui tem público para todos, o bairro não para de crescer. Estimamos cerca de 15 mil pessoas, há muitos lançamentos imobiliários, isso é um potencial incrível para a região”. Através da Acija conversamos com o subprefeito da região, Tiago Mohamed, que se mostrou muito interessado, com isso, nós observamos que o projeto é também importante para a prefeitura, daí o retorno nessa parceria. E não temos encontrado dificuldades, pelo contrário, temos sido incentivados a prosseguir com a idéia. A iniciativa não é individual, é conjunta, para que os resultados beneficiem a todos. Com a instalação do pólo gastronômico, Caio acredita que algumas queixas comuns serão resolvidas, como a falta de área de estacionamento, iluminação ruim e segurança deficiente.
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O sonho de um novo pólo gastronômico em Jacarepaguá
